quarta-feira, 3 de junho de 2015

O que é dinapenia?



O termo dinapenia (dyna=força; penia=perda) foi proposto por Clark e Manini em 2008 para definir a perda de força e potência muscular relacionada ao envelhecimento, que não é causada por doenças neurológicas ou musculares.

Diversos estudos têm associado a dinapenia com o aumento do risco de deficiência física, mau desempenho físico e até mesmo mortalidade. Assim, a preservação da força e potência muscular com o avançar da idade é clinicamente relevante.

A perda de força muscular foi inicialmente confundida com a perda de massa muscular (sarcopenia), que ocorre também durante o envelhecimento. No entanto, pesquisas têm sugerido que outros fatores fisiológicos, independentes do tamanho do tecido muscular, desempenham um papel fundamental na determinação da fraqueza muscular. Isso tornou claro que a força gerada por um músculo não é diretamente proporcional à quantidade de fibra muscular presente nele.

Alguns estudos buscaram relacionar a deficiência de nutrientes com a progressão da dinapenia. Tais dados sugerem que baixos níveis de vitamina E, carotenoides e selênio estão associados com menor resistência muscular. Os mecanismos que determinam essas associações não são completamente compreendidos, mas provavelmente estão relacionados ao controle do estresse oxidativo que danifica o DNA durante o envelhecimento.

Além desses micronutrientes a vitamina D tem ganhado destaque. Pesquisas observaram que os receptores de vitamina D no músculo iniciam a resposta nuclear levando à síntese de proteína, sendo que a atividade destes receptores diminui com o envelhecimento. No entanto, a literatura é conflitante na associação de níveis de vitamina D com a força muscular. Cinco estudos observacionais demonstraram uma relação entre vitamina D e desempenho físico, ao passo que três estudos não encontraram tal associação. O estudo de Janssen et al encontrou que a suplementação com colecalciferol (400 UI por dia + 500 mg por dia de cálcio), em mulheres com níveis baixos de 25-hidroxivitamina D não alterou a força muscular em comparação com um grupo que recebeu placebo. Assim, o efeito da vitamina D na força muscular requer mais investigação.

Dessa maneira, pode-se concluir que os contribuintes biológicos para dinapenia são de ordem multifatorial. As consequências clínicas da dinapenia são significativas, devido ao aumento do risco de limitações funcionais, incapacidade e mortalidade. Os trabalhos futuros deverão fornecer os conhecimentos necessários para, eventualmente, desenvolver intervenções eficazes para a prevenção e tratamento da dinapenia.


Bibliografia (s)

Clark BC, Manini TM. What is dynapenia? Nutrition. 2012;28(5):495-503.

Clark BC, Manini TM. Functional consequences of sarcopenia and dynapenia in the elderly. Curr Opin Clin Nutr Metab Care. 2010;13(3):271-6.

Cesari M, Pahor M, Lauretani F, et al. Skeletal muscle and mortality results from the InCHIANTI Study. J Gerontol A Biol Sci Med Sci. 2009;64:377–84.

Exercícios na terceira-idade aumentam expectativa de vida em 5 anos.


Três horas de atividade física por semana é o ideal para obter benefício.

Uma pesquisa publicada na edição de junho do British Journal of Sports Medicine comprovou que iniciar a atividade física na terceira-idade pode aumentar em até 5 anos a expectativa de vida do idoso. Os resultados foram encontrados por cientistas da Universidade de Oslo, na Noruega. 
Além disso, os pesquisadores descobriram que praticar menos de uma hora de exercício leve por semana não causa um real impacto na expectativa da vida. Dessa maneira, eles consideram importante que as autoridades invistam em campanhas contra o sedentarismo na terceira-idade, para encorajar os idosos a praticarem mais exercícios ou então começarem uma atividade.
Durante os anos de 1972-1973, a equipe recrutou 14.846 homens saudáveis nascidos entre 1923 e 1932, e acompanhou estes homens até 2012. A partir do ano 2000, apenas 5.738 homens estavam vivos e/ou disponíveis para o seguimento do estudo. O grupo tinha uma idade média de 73 anos e foi acompanhado durante os dois anos seguintes.

A primeira conclusão do estudo é que é que os idosos que praticavam ao menos três horas de atividades físicas por semana viveram cerca de cinco anos a mais do que o grupo que não praticava qualquer tipo de exercício. Assim, fazer de meia hora de exercícios seis dias por semana está ligado a uma redução de 40% no risco de morte em idosos.



terça-feira, 2 de junho de 2015

Ansiedade, Depressão, Transtorno Bipolar, TDAH e a Tireoide



Um estudo de descobriu que os anticorpos TPO-Ab que indicam a tireoidite de Hashimoto foram mais prevalentes em pacientes com transtorno bipolar.


O que complica as conclusões do estudo é que os pacientes com transtorno bipolar são frequentemente tratados com o remédio lítio (Carbolítium). Este remédio também é prescrito como antidepressivo e pode causar ou agravar problemas de tireoide. O lítio pode causar hipotireoidismo, bócio na tireoide e Hashimoto. As benzodiapezinas, como o clonazepam e o diazepam, também têm efeitos negativos em pacientes de hipotireoidismo.

Então, o que veio primeiro? O hipotireoidismo ou o tratamento com lítio? Muitos pacientes bipolares estão em tratamento com lítio e muitos (sem tomar lítio) têm anticorpos da tireoidite de Hashimoto.

Aqui estão alguns estudos sobre a ligação entre diferentes transtornos psicológicos e problemas de tireoide:

  • Depressão, fobia social e desordens de sono. Um estudo descobriu uma ligação entre a tireoidite de Hashimoto e altas frequências de episódios depressivos ao longo da vida, transtorno de ansiedade generalizada, fobia social e desordens de sono (insônia).

  • Transtorno bipolar. Um estudo realizado em gêmeos comparou os irmãos bipolares com os irmãos saudáveis e mostrou que a tireoidite autoimune está relacionada com o transtorno bipolar, mas também a uma vulnerabilidade genética para desenvolver a doença.

  • Ansiedade generalizada e outros transtornos de humor. Outro estudo encontrou uma ligação entre a autoimunidade da tireoide, especificamente a presença de anticorpos antitiroperoxidase (TPO Ab+), com transtornos de ansiedade e de humor.

  • Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Um outro estudo associou os sintomas do TDAH aos níveis de TSH em crianças. Altas concentrações de TSH (mesmo ainda na faixa considerada normal) e T4 livre baixo estão associadas a uma função cognitiva menor em crianças pré-escolares saudáveis. As diferenças estatisticamente significativas foram observadas nos maiores quartis de TSH, o que sugere a necessidade de uma reavaliação do limite superior do intervalo normal do TSH.
A não ser que você encontre um terapeuta de medicina funcional bem informado, você não vai ouvir nada sobre os perigos da doença de tiroide para a saúde mental. Apesar das ligações não serem claras, existem fortes indícios para investigar nesta área.

Transtorno Bipolar e o Hipotireoidismo - Esta é uma chamada de atenção a todos os meus leitores que sofrem de depressão, ansiedade generalizada, fobia social ou outro transtorno mental.

Se certifique que o seu diagnóstico foi feito corretamente.

Não é suficiente fazer um exame de TSH. Um painel de exames de tireoide completo deve incluir: TSH, T4 total, T4 livre, T3 total, T3 Livre, T3 reverso, e anticorpos de tireoide (anti-TPO e TgAb).

O tratamento único com levotiroxina sódica (como o Puran T4 ou o Syhtroid) são comuns mas não funcionam com todos os pacientes. Para a maioria dos pacientes será melhor uma combinação de T4 e T3. Pacientes com hipotireoidismo podem tomar remédios mas continuar com sintomas de saúde mental, porque o tratamento não é o ideal para eles.

Os distúrbios de ansiedade, depressão e transtorno bipolar podem ser tratados com mudanças no estilo de vida: uma dieta e exercício físico para otimizar os hormônios e hábitos de vida para eliminar estresse e dormir melhor. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Rotina de exercícios pode reverter danos vasculares causados pela obesidade


Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mostrou que, mesmo sem restrições alimentares, o exercício físico regular de intensidade moderada pode reverter o aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol e açúcar no sangue, assim como os prejuízos à circulação provocados por uma dieta rica em gordura.







Apesar das recomendações médicas, muitas pessoas com excesso de peso e problemas como hipertensão e diabetes relutam em incluir a prática de exercícios no seu dia a dia. No entanto, as evidências de benefícios da atividade física são cada vez maiores.Uma pesquisa realizada pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) mostrou que, mesmo sem restrições alimentares, o exercício físico regular de intensidade moderada pode reverter o aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol e açúcar no sangue, assim como os prejuízos à circulação provocados por uma dieta rica em gordura. O estudo realizado com ratos, que são considerados um modelo experimental da chamada síndrome metabólica, foi publicado na revista Metabolic Syndrome and Related Disorders.
Coordenador da pesquisa, o chefe do Laboratório de Investigação Cardiovascular do IOC, Eduardo Tibiriçá, explica que a síndrome metabólica é composta por um conjunto de alterações que aumentam o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC).
Entre os principais problemas estão a hipertensão arterial; o aumento de moléculas gordurosas – chamadas de lipídios – no sangue, incluindo o colesterol; e intolerância à glicose ou resistência à insulina, o que corresponde a um estado de pré-diabetes. O pesquisador ressalta que o quadro está associado ao excesso de peso, mas não afeta apenas pessoas obesas.
“A doença está associada à gordura abdominal, também chamada de visceral, porque fica situada em volta das vísceras, como o intestino e o fígado. Principalmente em homens, é comum encontrarmos indivíduos que não são muito gordos, mas têm a barriga protuberante. Estas pessoas podem ter síndrome metabólica”, esclarece o médico.
Um aspecto importante investigado na pesquisa foi o impacto da atividade física sobre o fluxo sanguíneo nos pequenos vasos que compõem a chamada microcirculação, responsável pela entrega de oxigênio e nutrientes para todos os tecidos do corpo.
De acordo com Tibiriçá, a síndrome metabólica envolve uma redução do número total e da capacidade de dilatação destes vasos, o que dificulta o fluxo sanguíneo e pode contribuir para o aumento da pressão arterial. No estudo, foi verificado que, entre os ratos submetidos a uma rotina de exercícios, as alterações causadas pela obesidade sobre a microcirculação foram completamente revertidas. Além disso, os animais deixaram de ser hipertensos.
Durante a pesquisa, ratos com um quadro semelhante à síndrome metabólica foram submetidos a 12 semanas de atividade física, exercitando-se na esteira, uma hora por dia, cinco vezes por semana. Mesmo mantendo a dieta hipercalórica neste período, foi observada uma redução significativa do percentual de gordura corporal. Enquanto os animais sedentários com a mesma alimentação alcançaram 60% de gordura corporal, entre os ratos ativos esta taxa ficou em 40%, pouco acima dos 30% de gordura corporal verificados nos animais com alimentação saudável. Efeitos semelhantes foram observados sobre os níveis de glicose e insulina no sangue, que se tornaram parecidos com os de animais saudáveis.
Segundo Tibiriçá, os dados apontam efeitos positivos da atividade física mesmo na ausência de uma dieta equilibrada. “Esse resultado poderia ter sido ainda melhor com a mudança alimentar, mas, desta forma, ele nos permite avaliar algo que ocorre na realidade. Mesmo quando não conseguem manter a dieta recomendada, as pessoas podem realizar o exercício e obter benefícios”, ressalta.
O pesquisador acrescenta ainda que, no caso da função vascular, a atividade física promove uma melhora independentemente da perda de peso. “O exercício aumenta o fluxo sanguíneo e leva à dilatação dos vasos da microcirculação. Com a prática regular, os efeitos de cada sessão vão se somando, gerando um benefício duradouro”, completa.


domingo, 27 de outubro de 2013

O método de oclusão vascular é efetivo para aumento da força e hipertrofia muscular?

O treinamento de musculação é atualmente recomendado por diversas organizações de saúde no mundo (American College of Sports Medicine, American Heart Association, American Diabetes Association e etc.) para promover o aumento da força e hipertrofia muscular.


Diversos métodos de treinamento foram desenvolvidos ao longo dos anos, entre esses métodos destaca-se a oclusão vascular (Kaatsu training, vascular occlusion) que consiste em utilizar um determinado garrote na musculatura a ser utilizada durante o exercício (ex. figuras), diminuindo assim, o fluxo sanguíneo para a musculatura.


Nesse sentido, os estudos demonstram que com a utilização do método de oclusão vascular ocorre uma maior ativação das fibras do tipo II (com maior potencial hipertrófico), devido ao aumento das concentrações de lactato (que inibe a contração das fibras musculares, obrigando o corpo a recrutar mais fibras no mesmo nível de geração de força), quando comparado ao treinamento na mesma intensidade sem oclusão vascular.






Outro possível mecanismo relacionado com o treinamento agudo de oclusão vascular é o aumento de determinados hormônios, tais como o GH, epinefrina e norepinefrina.










Já em relação aos ganhos de força e hipertrofia muscular, os estudos tem demonstrado que o treinamento de baixa intensidade com oclusão vascular é mais eficaz do que o treinamento com baixa carga sem oclusão vascular, no entanto, sem diferença quando comparado ao treinamento de maior intensidade sem oclusão vascular.







Em conclusão, os estudos tem demonstrado que o treinamento de baixa intensidade com oclusão vascular parece ser mais efetivo do que o treinamento de baixa intensidade sem oclusão vascular, no entanto, sem diferença quando comparado ao treinamento de alta intensidade sem oclusão vascular. Portanto, parece ser efetivo realizar o treinamento com oclusão vascular quando o aluno e/ou atleta estiverem com alguma limitação em função de alguma lesão. Outro aspecto importante é a prescrição para idosos ou portadores de doenças que impossibilitam a utilização de altas sobrecargas no treinamento.

http://cienciadamusculacao.blogspot.com.br
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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Natação para Bebês



A criança principalmente em seus primeiros anos de vida, passa por um processo intenso de desenvolvimento e maturação. Até os 05 anos de idade, ela tem a capacidade de ter 90% do seu cérebro preparado para o futuro.
Na verdade, todos esses desenvolvimentos podem ser auxiliados e estimulados com a natação.
O bebê já é adaptado ao meio líquido desde a gestação, são capazes de executar diversos movimentos natatórios, demostrando uma série de reflexos, comuns na primeira infância. Tudo através de estímulos estereoceptivos, ou seja, atividades que busquem facilitar o desenvolvimento dos órgãos sensoriais das crianças, como o tato, a audição, o olfato, e a visão. O ideal é que a musicalidade também faça parte das aulas, pois estimulam a memória e aumenta o vocabulário significativamente.
E são inúmeros benefícios que a natação proporciona aos bebês. Além de melhorar a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento, estimula o apetite, aumenta a resistência cardio respiratória e muscular, tranquiliza o sono e também previne várias doenças respiratórias.
Um dos momentos mais importantes na natação é o exercício constante que se faz com os pais. É a inteligência emocional que através de atividades específicas, faz uma aproximação entre todos os bebês, seus familiares e o professor. Esse contato é de extrema importância para o desenvolvimento afetivo, já que sabe-se que o controle emocional é basicamente formando aos 02 anos de idade.
A natação para bebês faz parte fundamental de estudos da psicomotricidade e através do seu conceito que faz-se todo o planejamento.
Normalmente as aulas de natação são ministradas junto com os pais na piscina até os 03 anos de idade, para que as crianças tenham condições de aprender com segurança, transformando o medo do desconhecido em um ambiente alegre e prazeroso.
O reconhecimento a cada conquista é fundamental.
É preciso elogiar com palavras de incentivo: "Muito bem!", "Parabéns!", "Que mergulho bonito". As aulas devem ter um caráter lúdico e dinâmico.

Vantagens da Natação para Bebês

E são inúmeros benefícios que a natação proporciona aos bebês.  

  • A natação para bebês melhora sua coordenação motora;
  • A natação para bebês aumenta a resistência cárdio respiratória;
  • A natação para bebês desenvolve noções de espaço e tempo;
  • A natação para bebês estimula o apetite;
  • A natação para bebês ajuda prevenir várias doenças respiratórias;
  • A natação para bebês o torna física e psicologicamente mais apto para o auto-salvamento;
  • A natação para bebês o deixa mais ágil para engatinhar, sentar, andar ou correr;
  • A natação para bebês faz seu  coração bater rápido e a sua respiração aumentar, fortalecendo-o;




sábado, 17 de novembro de 2012

Dieta pra terminar o ano bem :)

Pra começar, anote num papel seu peso e a data - vamos começar na segunda-feira.

A partir de segunda-feira, 19/11/2012, vamos substituir TODOS os doces por frutas até o dia 29 de novembro. Dez dias sem doces e uma alimentação super light, tá?

Mas só fazer dieta não vai adiantar nada sem exercício físico, sabemos disso. Então faça uma caminhada de 45 minutos, 3 vezes por semana. Não esqueça de levar uma garrafinha de água.  Mas FAÇA o combinado! Ok?


sábado, 3 de novembro de 2012

Linguagem corporal


A Linguagem Corporal é uma forma de comunicação não-verbal. Abrange principalmente gestospostura, expressões faciais, movimento dos olhos e proximidade entre locutor e interlocutor. Contribuem para o estudo da Linguagem Corporal a Cinesiologia, ciência que analisa o movimento do corpo humano, a Paralinguagem, a PNL – Programação Neuro-Linguística, a Neurociência, a Psicologia, a Proxêmica e a Oratória.
Os primeiros estudos científicos sobre linguagem corporal foram feitos por Charles Darwin e publicadas no livro “A expressão das emoções em homens e animais”

Em uma conversa normal, o elemento verbal é usado principalmente para a comunicação dos fatos ou opiniões que um falante quer transmitir ao ouvinte. O elemento vocal é utilizado para apoiar as palavras; em outras palavras, isto inclui coisas como entonação e a ênfase em determinadas palavras.
Como você pode ver, o componente não-verbal, que é mais comumente referido como linguagem corporal, é o maior componente individual da comunicação de pessoa para pessoa. Cada gesto é como uma palavra, e uma palavra pode ter significados diferentes. É só quando a palavra é usada em uma frase com outras palavras que o seu significado é totalmente compreendido. Gestos vêm em frases/grupos, e podem indicar a verdade sobre os sentimentos e as atitudes de uma pessoa.
Nós geralmente não percebemos que postura, gestos e movimentos do corpo podem dizer uma história, enquanto a voz pode estar dizendo outra.


RAIVA

A raiva é uma expressão da modalidade lute-ou-corra – é uma reação automática e instintiva a uma ameaça. Em muitos casos, existe um medo subjacente de ser ferido. Graças à excitação do sistema nervoso autônomo, a frequência cardíaca aumenta, as pupilas dilatam, e o rosto pode enrubescer. Outros sintomas de raiva:
  • Fechar os punhos
  • Cruzar os braços fortemente
  • Cerrar os punhos uma vez que os braços estejam cruzados
  • Sorrir com os lábios apertados
  • Dentes cerrados
  • Sacudir um dedo como se fosse um porrete
  • Apunhalar alguém com um dedo

ATRAÇÃO
  • Pupilas dilatadas
  • As mulheres cruzarão e descruzarão as pernas para atrair a atenção para elas
  • Espelhamento (geralmente inconscientemente). Mimetizar a linguagem corporal de outra pessoa.

FECHADO PARA CONVERSA
  • Manter as mãos nos bolsos (especialmente os homens)
  • Braços e pernas cruzados
  • Sentar-se para trás
  • Segurar as mãos juntas sobre uma mesa (cria uma barreira)
  • Cruzar as pernas formando um “número quatro” (colocar o tornozelo de uma perna no joelho da outra) e então agarrar a parte inferior da perna de cima com ambas as mãos.

RECEPTIVIDADE E HONESTIDADE
  • Exposição das palmas
  • Braços e pernas descruzados
  • Inclinação para a frente

SINAIS DE SUBMISSÃO
  • Sorrir – é por isso que algumas pessoas sorriem quando estão aborrecidas ou com medo.
  • Curvar os ombros.
  • Fazer qualquer coisa para parecer menor.

ANGÚSTIA
  • Os homens em particular têm uma tendência para afagar ou esfregar a nuca quando estão aborrecidos. Isso funciona como um auto-tranquilizante para lidar com uma “dor no cangote” ( Em inglês, “a pain in the neck”, termo que nós expressamos com “um pé no saco”. Mas a linguagem corporal daqui não é diferente por causa disso, se é que você me entende! )
  • Braços cruzados – os braços agem como uma barreira protetora.
  • Cruzada de um braço – um braço cruza o corpo para segurar ou tocar o outro braço – as mulheres mantêm uma mão numa bolsa ou numa alça de bolsa para fazer isto parecer mais natural.
  • Agarrar uma carteira, uma pasta ou uma bolsa com ambas as mãos.
  • Ajustar os punhos da manga ou as abotoaduras (a versão masculina de agarrar a alça da bolsa).
  • Entrelaçar as mãos juntas na frente do escroto (homens).

MENTIR

Mentir causa um tremor sutil na face e no pescoço, então os gestos abaixo são tentativas de eliminar esta sensação:
  • Cobrir a boca – pode ser como um gesto de “shhh”, ou pode cobrir a boca completamente – algumas pessoas tentam cobri-la tossindo.
  • Tocar ou esfregar o nariz, ou somente abaixo do nariz – geralmente um gesto pequeno e rápido, não uma coçada.
  • Esfregar os olhos (especialmente os homens).
  • Coçar o pescoço com o dedo indicador.

SUPERIORIDADE, CONFIANÇA, PODER, DOMINAÇÃO
  • Fazer uma torre com os dedos (ou seja, colocar as pontas dos dedos juntas).
  • Entrelaçar as mãos atrás das costas.
  • Polegares de fora dos bolsos quando as mãos estão nos bolsos (podem ser os bolsos da frente ou os de trás).
  • Mãos nos quadris.
  • Ficar sentado com as pernas muito abertas.
  • Mãos entrelaçadas atrás da cabeça enquanto está sentado (no caso dos homens; nas mulheres isto empurra os seios para fora e se torna sexual).

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Dicas contra a ansiedade alimentar.


A ansiedade é velha conhecida de muitas mulheres, seja por pequenos períodos ou uma constante, não há quem já não tenha convivido com ela. É uma emoção subjetiva, geralmente acompanhada pela sensação desagradável de incerteza, seja sobre o futuro ou uma situação de perigo, que muitas vezes é inexistente ou pouco significativa. Quando a mulher corre para a geladeira tem a impressão que o alimento oferece um alívio a esta sensação.


1. A finalidade não é “deixar de sentir ansiedade”, mas aprender a lidar com ela. 


2. Fazer “regime” é grande fonte de ansiedade. “Regime” está ligado à punição, privação, frustração. É “tudo ou nada” ou a gente faz e “não come” ou não faz e devora o que vem a frente. Troque o “regime” por uma orientação nutricional personalizada, equilibrada e SABOROSA! Quem faz regime quer resultados para ontem...


3. Não tente abreviar o processo bancando a “faquir”, pulando refeições ou jejuando para “ir mais rápido”. Além de não adiantar, sua ansiedade será aumentada e você irá direto para o prato. Não fique sem comer por mais de 3 ou 4 horas, pois isso favorece os ataques de comer. 


4. É normal sentir ansiedade diante de situações novas e não previstas. Planeje, dentro do seu estilo de vida, horários aproximados e constantes para suas refeições e o que irá comer. Você se acostumará a sentir fome nestes horários. 

5. Fome não é catástrofe! Quando senti-la, calma! Observe que sentirá sensações diferentes da “vontade de comer” (um certo vazio no estômago, às vezes fraqueza, etc). Não vá como uma doida para qualquer alimento. Aceite-a tranquilamente como uma sensação saudável do seu organismo que você irá satisfazer com a comida que foi planejada, ingerida lentamente, muito bem mastigada, concentrando-se “com todos os sentidos”, saboreando cada bocado, fazendo pausas entre as garfadas. De quando em quando preste a atenção na sensação de saciedade que está aparecendo. Pergunte-se “ainda estou com fome?” Se estiver, coma um pouco mais, senão pare! ACOSTUME-SE A COMER PORQUE TEM FOME E NÃO PORQUE HÁ COMIDA DISPONÍVEL.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

“... Meu corpo não é apenas um conjunto de órgãos, nem o dócil executor das decisões da minha vontade. Ele é o lugar onde vivo, sinto, onde existo. Lugar de desejo, prazer e sofrimento, domicílio da minha identidade, do meu ser". Lapierre

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Cuide do seu sistema imunológico, para ficar livre de infecções.

Não é incomum ver atletas resfriados, gripados, com dores de garganta e até lesões uma, duas ou mesmo várias vezes ao ano. Isto ocorre quando pratica-se exercícios intensos e exaustivos,  em consequência disto, o sistema imunológico pode ficar debilitado, trabalhando de forma menos eficiente.

Essa queda de capacidade depende de variáveis como duração, frequência e intensidade do exercício físico, do tipo de dieta seguida, do estresse psicológico, de adaptações necessárias a mudanças de fuso horário e duração do repouso. Quando ultrapassamos nossas limitações fisiológicas há um aumento da taxa de ventilação do organismo, o que pode afetar a superfície do trato respiratório. Além disso, no exercício extenuante também é comum ocorrer maior depleção de vários nutrientes e uma desregulação hormonal por estresse fisiológico ao qual o corpo foi submetido.

É muito importante estar atento aos sintomas apresentados pelo corpo, como, por exemplo, cansaço, perda no rendimento, de apetite, peso, da motivação, insônia, depressão e aceleração involuntária dos batimentos cardíacos. 

Janela imunológica é o termo usado para designar o período que o organismo leva, a partir de uma infecção, para produzir anticorpos que possam ser detectados por exames de sangue. A janela imunológica varia de acordo com o tipo de infecção e sensibilidade do teste utilizado para detectá-la.

Nos treinamentos mais intensos, é mais comum o aparecimento do overtraining (patologia que significa auto estresse provocado pelo treinamento). Por isso, deve-se calcular a duração desse treinamento e a do descanso ideal durante e depois da atividade física, o que precisa ser feito por um profissional qualificado. Algumas pessoas acham que, por estarem se sentindo bem, não precisam descansar. Esse é um grande erro, pois elas podem estar se sentindo bem, mas não 100% descansadas. E o acúmulo da falta de descanso pode ocasionar uma lesão, o que afastará o atleta do treinamento por meses. Quanto maiores forem a qualidade e a quantidade de alimento, ajustadas à necessidade do atleta e ao descanso devido, melhor será o rendimento. Dessa forma, haverá menos risco de contrair infecções geradas por baixa do sistema imunológico.

Alguns nutrientes específicos podem melhorar o sistema imunológico. Alimentos que possuem gorduras “boas”, alguns ácidos graxos insaturados podem melhorar a resposta imunológica quando associado a uma alimentação balanceada.

  •     O Ômega 3 e 6 regula algumas células imunológicas. Esses nutrientes estão em alimentos como castanha de caju, castanha do Pará, nozes e peixes.
  • Vegetais e frutas de cores amarela, laranja e vermelha possuem carotenóides, que ativam o sistema imunológico e melhoram a defesa do organismo.
  • Óleos vegetais como óleo de milho, soja e azeite possuem vitamina E, que além de oxidante melhoram a resposta imunológica.
  •  Frutas ácidas como laranja, limão, abacaxi e tangerina são fontes de vitamina C, que têm efeitos benéficos em infecções respiratórias e gripes.
  •  Os probióticos, que são bactérias benéficas encontradas no iogurte e leite fermentado, reforçam o sistema imune.
  • Glutamina, é o aminoácido livre mais comumente encontrado em nosso corpo sendo a maior fonte de energia para o sistema digestivo e imune.
  •   L-Arginina, melhora o fluxo sanguíneo.
  • Coenzima Q10, tem como funções a geração de energia e o combate aos radicais livres produzidos durante a atividade física. Pode ser encontrado em alimentos como, sardinha, espinafre, brócolis, avelã.
  • Zinco, é necessário para a ação de muitos hormônios incluindo a insulina, o hormônio do crescimento e os hormônios sexuais. Sua deficiência pode resultar em infecções e diminuição da produção de HCl e de enzimas pancreáticas.

Alimentar-se bem e de maneira adequada ajuda o atleta a não adoecer e, o mais importante, a continuar treinando.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Sentir mais sono no inverno é sinal de preguiça?


Sentir mais sono no inverno é sinal de preguiça?


Quem nunca pensou ao ver o tempo chuvoso e o frio do lado de fora da casa que se tratava do dia ideal para ficar debaixo das cobertas? Todo mundo sabe que essa “preguiça” aumenta quando o tempo esfria, mas será que é só isso? Na verdade, não. O nosso corpo reage às mudanças climáticas. O metabolismo pode ficar mais ou menos acelerado e a presença da luz do sol influencia diretamente no tempo que cada um passa acordado. Isso não significa, no entanto, que a necessidade de sono seja maior durante o frio, mas, sim, que o corpo se sente bem por estar na cama. É uma sensação de conforto.
Segundo especialistas, é fundamental lembrar que a qualidade do sono é mais importante do que a quantidade de horas dormidas para garantir uma jornada cheia de disposição. Assim, fica claro que com dias mais curtos e noites mais longas, o inverno configura a estação perfeita para o sono. As temperaturas mais baixas também tornam todo o processo mais satisfatório, afinal é gostoso estar agasalhado e protegido na cama quentinha, enquanto o tempo está frio do lado de fora. No verão, o calor parece ser um empurrão para as pessoas acordarem e curtirem o dia, principalmente porque não é tão prazeroso estar deitado em dias quentes.
Dormir um pouco além do costume não vai deixar seu corpo mais lento. Na verdade, ninguém dorme além do necessário, pois o corpo controla a necessidade de sono de cada um. O que pode deixar a pessoa mais lenta, com dificuldade de concentração durante o dia, é a qualidade do sono. Se ele for muito leve, interrompido várias vezes durante a noite, e se ao acordar você já se sentir cansado, algo pode estar errado.
Outro aspecto que vale ser ressaltado, é que não existe uma quantidade fixa de horas de sono para cada pessoa. Em geral, ao longo da vida, as horas de sono diminuem, ou seja, os recém-nascidos dormem quase o dia inteiro; na adolescência, essa necessidade gira em torno de 10 horas diárias; na idade adulta, a média é de 8 horas por dia de sono. Isso não significa, entretanto, que uma pessoa não possa estar descansada dormindo apenas 6 horas por noite. Isso dependerá de cada organismo.
Cuidados com o ganho de peso
Dormir um pouco mais no inverno pode não ser sinal de preguiça, mas passar a estação sem se exercitar pode ter alguns efeitos indesejáveis na balança. Isso acontece, pois, nessa estação, a fome aumenta, uma vez que o corpo precisa de mais energia para manter a temperatura dentro da normalidade.
Portanto, você pode até dormir além da conta, mas nada de ficar sem se exercitar.

domingo, 5 de agosto de 2012

O Psicomotricista

“... meu corpo não é apenas um conjunto de órgãos, nem o dócil executor das decisões da minha vontade. Ele é o lugar onde vivo, sinto, onde existo. Lugar de desejo, prazer e sofrimento, domicílio da minha identidade, do meu ser". LAPIERRE



O profissional de educação física, geralmente, é muito bem sucedido ao escolher esta área de atuação em virtude da sua formação acadêmica ser traçada sobre uma linha tênue entre educação e saúde.


As áreas de atuação englobam a educação, saúde, pesquisa e empresa.

A clientela é vasta e a psicomotricidade atende indivíduos desde o nascimento até a velhice, este público agrega crianças em fase de desenvolvimento: bebês de alto risco; crianças com dificuldades/atrasos no desenvolvimento global; pessoas portadoras de necessidades especiais: deficiências sensoriais, motoras, mentais e psíquicas; além disso, o psicomotricista pode atuar, também, com a família ou empresa.

Sendo assim o mercado de trabalho divide-se em creches, escolas de educação normal e especial, academias, clínicas multidisciplinares, postos de saúde, hospitais e recursos humanos.

Os psicomotricistas, geralmente, são educadores ou psicólogos, e atualmente, outros profissionais da área de saúde como enfermeiros e fisioterapeutas têm buscado a formação em psicomotricidade.

Estes profissionais procuram cursos de formação especializados ou de pós - graduação.

Há diferentes vertentes da Psicomotricidade:

Reeducação Psicomotora

Destinada a indivíduos que apresentam déficit motor.

Características: Prática mecanicista, dualista e diretiva que se utiliza de testes, diagnósticos e sessões.


Terapia Psicomotora

Destinada a indivíduos normais ou portadores de deficiências físicas ou mentais que apresentam dificuldades de comunicação, de expressão corporal e de vivência simbólica.

Características: Atendimento individualizado em clínicas, hospital psiquiátrico, grupos de ajuda psicopedagógica ou centro médico pedagógico.


Educação Psicomotora

Destinada ao desenvolvimento de todas as potencialidades do indivíduo e é dividida em:

• Educação Psicomotora Funcional ou Psicomotricidade Funcional ou Geral.

Características: Atendimento individualizado ou em grupo realizado em clínicas e escolas, as atividades são baseadas na prescrição de exercícios;

• Educação Psicomotora Relacional ou Psicomotricidade Relacional.

Características: Atendimento individualizado ou em grupo realizado em clínicas e escolas, atividades baseadas no jogo espontâneo e simbólico.

O profissional interessado em investir nesta área do conhecimento deve analisar cada linha de pensamento e escolher aquela com a qual tenha mais afinidade e independente de ser uma vertente educacional ou terapêutica é importante conhecer a credibilidade da Escola que oferece tal formação.

Como psicomotricista relacional posso dizer que o trabalho consiste em oferecer ao público infantil a oportunidade de vivenciar o seu próprio corpo num espaço simbólico, onde a brincadeira espontânea traduz os desejos da criança e explora suas capacidades motoras, emocionais e cognitivas. O nosso papel é interagir com a criança e identificar suas dificuldades e potenciais para poder criar estratégias que contribuam para o seu desenvolvimento global.





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