Não é incomum ver atletas resfriados, gripados, com dores de garganta e até
lesões uma, duas ou mesmo várias vezes ao ano. Isto ocorre quando pratica-se
exercícios intensos e exaustivos, em
consequência disto, o sistema imunológico pode ficar debilitado, trabalhando de
forma menos eficiente.
Essa queda de capacidade depende de
variáveis como duração, frequência e intensidade do exercício físico, do tipo
de dieta seguida, do estresse psicológico, de adaptações necessárias a mudanças
de fuso horário e duração do repouso. Quando ultrapassamos nossas limitações
fisiológicas há um aumento da taxa de ventilação do organismo, o que pode
afetar a superfície do trato respiratório. Além disso, no exercício extenuante
também é comum ocorrer maior depleção de vários nutrientes e uma desregulação
hormonal por estresse fisiológico ao qual o corpo foi submetido.
É muito importante estar atento aos
sintomas apresentados pelo corpo, como, por exemplo, cansaço, perda no
rendimento, de apetite, peso, da motivação, insônia, depressão e aceleração
involuntária dos batimentos cardíacos.
Janela imunológica é o
termo usado para designar o período que o organismo leva, a partir de uma
infecção, para produzir anticorpos que possam ser detectados por exames de
sangue. A janela imunológica varia de acordo com o tipo de infecção e
sensibilidade do teste utilizado para detectá-la.
Nos treinamentos mais intensos, é
mais comum o aparecimento do overtraining (patologia que significa auto
estresse provocado pelo treinamento). Por isso, deve-se calcular a duração
desse treinamento e a do descanso ideal durante e depois da atividade física, o
que precisa ser feito por um profissional qualificado. Algumas pessoas acham
que, por estarem se sentindo bem, não precisam descansar. Esse é um grande erro,
pois elas podem estar se sentindo bem, mas não 100% descansadas. E o acúmulo da
falta de descanso pode ocasionar uma lesão, o que afastará o atleta do
treinamento por meses. Quanto maiores forem a qualidade e a quantidade de
alimento, ajustadas à necessidade do atleta e ao descanso devido, melhor será o
rendimento. Dessa forma, haverá menos risco de contrair infecções geradas por
baixa do sistema imunológico.
Alguns
nutrientes específicos podem melhorar o sistema imunológico. Alimentos que
possuem gorduras “boas”, alguns ácidos graxos insaturados podem melhorar a
resposta imunológica quando associado a uma alimentação balanceada.
- O Ômega 3 e 6 regula algumas células imunológicas. Esses nutrientes estão em alimentos como castanha de caju, castanha do Pará, nozes e peixes.
- Vegetais e frutas de cores amarela, laranja e vermelha possuem carotenóides, que ativam o sistema imunológico e melhoram a defesa do organismo.
- Óleos vegetais como óleo de milho, soja e azeite possuem vitamina E, que além de oxidante melhoram a resposta imunológica.
- Frutas ácidas como laranja, limão, abacaxi e tangerina são fontes de vitamina C, que têm efeitos benéficos em infecções respiratórias e gripes.
- Os probióticos, que são bactérias benéficas encontradas no iogurte e leite fermentado, reforçam o sistema imune.
- Glutamina, é o aminoácido livre mais comumente encontrado em nosso corpo sendo a maior fonte de energia para o sistema digestivo e imune.
- L-Arginina, melhora o fluxo sanguíneo.
- Coenzima Q10, tem como funções a geração de energia e o combate aos radicais livres produzidos durante a atividade física. Pode ser encontrado em alimentos como, sardinha, espinafre, brócolis, avelã.
- Zinco, é necessário para a ação de muitos hormônios incluindo a insulina, o hormônio do crescimento e os hormônios sexuais. Sua deficiência pode resultar em infecções e diminuição da produção de HCl e de enzimas pancreáticas.
Alimentar-se bem e de maneira
adequada ajuda o atleta a não adoecer e, o mais importante, a continuar
treinando.
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