quarta-feira, 20 de junho de 2012

Educação Física é muito mais que esportes, academia e escola.. Você sabe "O que é Educação Física?"


Quando se fala em Educação Física, imediatamente pensamos naquela disciplina do colégio onde se pratica Vôlei, Basquete, Futebol. E aí vem a dúvida: mas aquilo não é aula de esporte? Qual a diferença? 

O termo Esporte refere-se a diversas modalidades organizadas. É uma atividade física que envolve regras e, geralmente, competição entre os participantes.

Já a Educação Física é um conjunto de atividades físicas planejadas e estruturadas, que estuda e explora a capacidade física e a aplicação do movimento humano. O objetivo é melhorar o condicionamento físico e a saúde dos praticantes, através da execução de exercícios físicos e atividades corporais.

Formação do profissional de Educação Física

O curso superior de Educação Física tem duração média de 4 anos e inclui, em seu currículo, matérias nas áreas de Biológicas como Anatomia, Fisiologia e Ortopedia, além de Estatística, Administração, Economia e Desenvolvimento Motor. Além do estágio obrigatório, algumas escolas exigem o TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). 

Ao final do curso, o bacharel em Educação Física está habilitado para trabalhar em clubes, academias, centros esportivos, empresas, planos de saúde, hotéis, condomínios e qualquer espaço de realização de atividades físicas. 

Para lecionar nos ensinos fundamental e básico, entretanto, é necessário o diploma de licenciatura em Educação Física

Diferença entre Educação Física e Ciências do Esporte

Existe muita confusão em relação aos cursos de Educação Física e de Ciências do Esporte. Na verdade, os módulos básicos dos dois cursos são os mesmos. Porém mais tarde, quando os cursos se separam, o bacharel em Esportes passa a estudar em profundidade as modalidades esportivas mais populares.

O profissional formado em Ciências do Esporte pode atuar como técnico, preparador físico de atletas, gestão e marketing esportivo, e na organização de eventos esportivos. Na prática, entretanto, esses profissionais disputam as mesmas vagas no mercado de trabalho.

Áreas de atuação do profissional de Educação Física

O profissional de Educação Física pode trabalhar com:

• Condicionamento físico

Auxiliando na realização de exercícios individuais como personal trainer, ou em clubes, academias de ginástica ou empresas para melhorar a saúde física das pessoas.

• Performance

Orientando atletas e equipes esportivas nos treinos e preparação para competição, de forma individual ou como parte de equipes multidisciplinares compostas por médicos, psicólogos e fisioterapeutas, entre outros profissionais. 

• Ensino

Dando aulas nos ensinos fundamental e médio (desde que tenha licenciatura em Educação Física)

• Recreação

Coordenando atividades recreativas a hóspedes em hoteis e navios, ou associados de spas, clubes e condomínios

• Grupos especiais

Instruindo e acompanhando gestantes, idosos, adultos e crianças deficientes, cardíacos e doentes

• Terceiro setor

Desenvolvendo e implantando projetos sociais através do esporte

• Turismo ecológico

Coordenando atividades ao ar livre, como rapel, escalada, trekking, montanhismo, exploração de cavernas, entre outras

O que precisa para ser um profissional de Educação Física

Para exercer a profissão, é obrigatório o registro no Conselho Federal de Educação Física (CONFEF). Nos estados, o CONFEF é representado pelos Conselhos Regionais de Educação Física (CREF). E, para dar aulas nos ensino básico e fundamental, é necessário ter diploma de licenciatura em Educação Física. Um problema enfrentado pelo mercado é a tolerância à prática de não-profissionais em diversos de seus setores, o que pode oferecer riscos à saúde e à integridade física dos praticantes.

educacao-fisica

domingo, 17 de junho de 2012

Curiosidades: Origem da Palavra Jogo



A palavra jogo se origina do vocábulo latino ludus, que significa diversão, brincadeira. Jogos são construídos em determinado momento da história, a partir de diferentes estímulos e necessidades, e são incorporados a determinadas culturas. Pois, desde os mais remotos tempos, quando a espécie humana surgiu no planeta, nasceu junto a ela uma necessidade vital para seu crescimento intelectual: jogar.

Para Kishimoto (1992, p 25), “Não se conhece a origem dos jogos. Seus criadores são anônimos. Sabe-se, apenas, que são provenientes de práticas abandonadas por adultos, de fragmentos de romances, poesias, mitos e rituais religiosos”. 

Os jogos estão presentes desde épocas mais remotas, podendo ser encontradas em todos os lugares e em diferentes sociedades. E é fato que povos antigos como os da Grécia e do Oriente brincaram de amarelinha, empinavam papagaios, jogar pedrinhas e até hoje as crianças o fazem quase da mesma forma. Tais jogos foram transmitidos de geração em geração através dos conhecimentos empíricos e permanecem na memória infantil.

Mais um dos momentos muito importante para o desenvolvimento dos jogos , foi durante as grandes navegações, quando culturas diferentes se encontravam e trocavam informações sobre jogos, motivo a qual se proliferaram pelo mundo todo.



quarta-feira, 13 de junho de 2012

A tirania do corpo perfeito - Ser bonito e estar em forma é o exame admissional para a vida social.


Escrevendo sobre Cultura Corporal e Mídia. Este texto é a sementinha de um artigo científico que está em processo de finalização. 



“Parece que na atualidade estamos vivendo em uma época que o corpo e seu significado sócio-cultural tomaram dimensões inusitadas. A insistente transmissão pelos mais diversos e escorregadios  meios de comunicação de imagens de corpos esbeltos (em mulheres) ou musculosos (em homens) unidas a mensagem de felicidade, êxito e auto-estima fixou, no inconsciente do coletivo a ideia de que o corpo perfeito é sinônimo de vida perfeita.”


A psiquiatria sempre se preocupou com as influências culturais sobre a saúde mental. Até que ponto os hábitos, costumes e valores sociais influem no desenvolvimento das doenças mentais? Em épocas passadas, as grandes comoções histéricas dominavam os sintomas psíquicos, juntamente com as emoções decorrentes do conflito humano, predominantemente no sexo feminino. Eram produzidas crises onde se misturavam teatralidade humana, bruxaria e influências demoníacas. Algumas mocinhas já consideram impossível ser felizes e, ao mesmo tempo, mostrar uma dobrinha na barriga quando sentam. Alguns mocinhos sacrificam boa parte da capacidade de aculturação que a natureza nos deu, em intermináveis e obsessivas horas “puxando ferro” nas academias de musculação. Isso sem contar com a comodidade que algumas pessoas gozam por poderem atribuir a um pequeno excesso de gordura na cintura, a um nariz profuso ou a um seio menos farto, toda a responsabilidade pelos seus fracassos sociais e amorosos. Parece estar havendo uma locação anatômica da felicidade, ora no seio, ora no nariz, ora na balança.
A censura e a vigilância culturais seriam os grandes carrascos da prisão em estreitas calças jeans e a que todos somos submetidos. Mas aí poderíamos parodiar Sartre:

“ Se não podemos ser responsáveis por tudo aquilo que a cultura e a sociedade nos fez, seremos sim muito responsáveis pelo que faremos com tudo aquilo que a cultura e a sociedade nos fez”

Alguns dos reflexos da submissão da felicidade humana ao corpo perfeito, malhado, esculpido e com músculos bem definidos além da anorexia, bulimia e vigorexia são a exclusão social, complexos de inferioridade, submissão “aos tratamentos milagrosos” dentre outros.

Baptista (2004),questiona que se atividade física não é sinônimo de saúde e sim um mito que se perpetua, e que ainda é utilizado no processo de exclusão social e controle da população, qual é então seu objetivo?  A resposta a essas questões pode estar no consumo. As práticas corporais constituem atualmente a chamada indústria  cultural e que apesar de seus benefícios acaba atuando muito mais pelas pedagogias do medo e da culpa, do que pela própria educação em si.
A indústria cultural está fortemente fincada na educação física escolar, deturpando valores e difundindo a moral burguesa. Segundo Lê Breton, “o corpo torna-se a fronteira precisa que marca a diferença de um homem a outro (...) O corpo é o rosto, é o que identifica e nos diferencia dos outros. Trata-se de um dos dados mais significativos da modernidade”. Sendo o corpo do indivíduo que delimita sua soberania.

De forma análoga, no século XVI, enquanto Shakespeare escrevia suas peças de teatro, constatou-se em sua obra trechos em que a gordura era exaltada, atribuindo lhe adjetivos como a confiança. Contrariamente ao que percebemos nos dias atuais, no texto do referido dramaturgo a magreza era representativa de maldade, ambição e uma astúcia que poderia reverter-se em traição. Nesse caso, era a figura magra e adelgaçada que indicava certa dose de ameaça e perigo.
Historicamente falando, quando a comida era escassa e, portanto privilégio dos ricos, a gordura era, de certa forma, sinônimo de saúde e prosperidade, enquanto a magreza sugeria miséria e definhamento. Atualmente sabe-se que uma dieta composta por carboidratos e farináceos é bem menos dispendiosa financeiramente do que o consumo de produtos “diet” e “light”.

Vimos que, aos poucos, a obesidade assume um lugar de diferenciação, chegando aos dias atuais como uma forma de exclusão. Com relação ao julgamento social sobre a gordura, chamamos a atenção para a mais interessante contribuição que o texto de Fischler (1995) nos oferece: a criação de dois tipos fundamentais de estereótipos morais referentes à obesidade.

Nessa classificação, o autor divide os obesos em dois grupos, que variam de acordo com determinados padrões de comportamento, e cujas denominações são obesos benignos e obesos malignos. No primeiro grupo o autor enquadra o indivíduo de comportamento expansivo, extrovertido, brincalhão – o típico gordinho “boa praça”, que parece querer desculpar-se pela inadequação física compensando-a por meio da convivência agradável. Já no segundo figuram as pessoas que se negam a efetuar qualquer tipo de transação simbólica, com vistas a serem socialmente aceitas.
Não havendo qualquer tipo de restituição simbólica que possa despertar a piedade alheia, os gordos são mantidos excluídos, feito parias sociais, pois já não participam das regras do jogo social. Não à toa, na sociedade contemporânea, os obesos são denominados “malignos” ou “malditos” – como no jocoso termo empregado por Fischler. Possuem também um comportamento visto como depressivo, e por isso desprovido da obstinação necessária para a contenção de suas medidas corporais. Enfim, sua imagem demonstra um certo desânimo perante a vida, e traduz fracasso no agenciamento do próprio corpo e dos seus limites.
Em uma sociedade como a nossa, na qual o máximo da valoração social não reside na realização das ideologias/utopias, mas na realização dos projetos individuais, nada mais antipático e que desperte menos solidariedade do que um indivíduo incapaz de empenhar-se no projeto pessoal da boa aparência.


Referências Bibliográficas:

BAPTISTA, T.J.R. Atividade Física como saúde: reflexões sobre conceitos e utilizações. Revista Estudos Viva e Saúde, Goiânia, v. 31, n.1, p. 89-144, jan 2004.

FISCHLER, C. (1995). Obeso benigno, obeso maligno. In: SANT´ANNA, D.B. Políticas do corpo: elementos para uma história das práticas corporais. São Paulo

ARAUJO, Denise Castilhos de e SCHEMES, Claudia. O corpo e a mídia: análise de uma campanha publicitária.

Desidratação




A desidratação é uma perda da omeostase de um individuo por uma quebra no equilíbrio hidroeletrolítico (relação entre água e sais minerais existentes em nosso corpo), é uma doença potencialmente grave que se caracteriza pela baixa concentração não só de água, mas também de sais minerais e líquidos orgânicos no corpo, a ponto de impedir que ele realize suas funções normais.  Nossos rins são os órgãos responsáveis por manterem o equilíbrio hidroeletrolítico em nosso organismo. Além disso nosso rim excreta substâncias tóxicas ao corpo que são ingeridas ou produzidas pelo nosso metabolismo, daí dizermos que os rins filtram o sangue eliminando as impurezas.

Causas

A desidratação ocorre se a água eliminada pelo organismo através da respiração, suor, urina, fezes e lágrimas, não for reposta adequadamente.

Sintomas da desidratação

  • Indivíduos desidratados apresentam um volume de sangue menor que o normal, o que força o coração a aumentar o ritmo de seus batimentos, quadro chamado pelos médicos de taquicardia.
  • A pele se torna áspera e as mucosas perdem o turgor, ficando com aspecto enrugado e pouco viçoso. Os olhos podem ficar fundos.
  • Quando a falta de água prejudica o funcionamento dos músculos, pode ocorrer fraqueza e sensação de corpo pesado. Se a falta de água chegar ao cérebro, uma pessoa pode até entrar em coma ou morrer.
  • Casos graves de desidratação prejudicam o funcionamento dos rins, cuja função é excretar a urina. Quando isso ocorre, o volume urinário pode ficar perigosamente baixo ou simplesmente chegar a zero.

Quanto mais concentrada a urina estiver, maiores as chances do organismo estar tentando reter água em seu interior em decorrência da desidratação. Assim, pessoas desidratadas tendem a urinar pequenas quantidades de urina muito concentrada, de tom amarelo escuro e odor forte.

Diagnóstico

O diagnóstico de desidratação baseia-se essencialmente na avaliação clínica, mas pode ser necessário realizar alguns exames simples de sangue, fezes e urina para identificar a causa e o grau de gravidade da enfermidade.

Combatendo a desidratação

  • Lembre-se de beber água. Se for praticar atividade física, fique atento à necessidade de tomar ainda mais água. Em casos de pessoas que praticam atividades extenuantes, pode ser também necessário repor sais minerais perdidos junto com o suor. Isso é hoje fácil de ser feito através do consumo das chamadas bebidas isotônicas, muito populares entre atletas.
  • Consuma alimentos ricos em água. A comida é também uma fonte importante de água, já que muitos alimentos possuem água em sua composição. As comidas campeãs em conter água são as frutas e as verduras, consumidas in natura.
  • Use roupas leves e evite a exposição direta ao sol nos dias muito quentes;
  • Não pratique exercícios físicos nas horas mais quentes do dia;
  • Lave bem as mãos antes das refeições e depois de ter usado o banheiro;

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Infância é o momento decisivo para incentivar a prática de atividades físicas


momento decisivo na formação do ser humano em todos os aspectos, inclusive para a formação das aptidões físicas, é a fase dainfância


Muitas pessoas não conseguem encontrar afinidade com certas tarefas ou qualquer tipo de atividade física. São adultos que não gostam, não se sentem à vontade ou até mesmo iniciam e não continuam em academias, esportes ou outras atividades que exijam a movimentação física.

Para o especialista em Bioquímica, Fisiologia, Nutrição e Treinamento Desportivo, pela Unicamp, Décio William da Silva, isso pode ser reflexo da infância, o momento decisivo na formação do ser humano em todos os aspectos, inclusive para a formação de nossas aptidões físicas.

Décio explica que, se tivermos experiências negativas ou excludentes em nossa infânciarelacionadas às praticas esportivas, manteremos essa resistência na fase adulta também. “Muitas vezes, em nossa formação, principalmente escolar, o papel do professor é imensurável, pois este nos encorajara a enfrentar resistências ou limitações recorrentes às práticas, visto que nessa fase aqueles que mais necessitam de estímulos, por qualquer limitação que possuam, ficam excluídos.”

Segundo o profissional de Educação Física, estimular o prazer em praticar atividades físicas vem a partir da experimentação, a pessoa deve conhecer as possibilidades para escolher a que mais lhe agrada e, com isso, construir um laço de aptidão e realizar as atividades com prazer.

Neste ponto é que a infância é novamente o ponto principal. Décio explica que muitos pais não compreendem e acabam por trazer frustrações aos filhos. “Nos deparamos com pais que, por afinidade com determinadas modalidade, induzem seus filhos a vivenciá-las, culminando na falta de continuidade ou em casos mais severos, como distúrbios psicológicos relacionados à pressão familiar”, avalia.

Para desenvolver a habilidade das crianças e despertar interesse, Décio diz que o essencial é não atrelar a prática física apenas a uma modalidade esportiva específica, utilizando as brincadeiras e jogos de rua. “Hoje, em consequência da falta de segurança, locais específicos e indisponibilidade dos pais, as crianças ficam resguardadas e imersas nesta geração totalmente tecnológica e digital.”

Compreender todos estes aspectos pode ser a resposta ao porquê de muitos adultos não darem continuidade aos diversos cursos em que se inscrevem. “Ser democrático e apresentar vivências distintas a nossas crianças é a melhor opção hoje para não formarmos adultos sedentários e hostis à atividade física amanhã”, finaliza.

Fonte: USP

Educação Física

“...vamos expor uma nova ciência a respeito de um tema muito antigo.Não existe na natureza nada anterior ao movimento...” (G. Galilei, 1638)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...