terça-feira, 1 de maio de 2012

No Poo / Low Poo


Entrei em alguns blogs sobre cabelos e fiquei boiando quando li estes termos: No Poo e Low Poo. Resolvi pesquisar e era mais simples que eu imaginava. Fazer nota pra não esquecer!

A técnica
Trata-se de uma técnica de lavagem dos cabelos que não utiliza xampu (No Poo) ou que o utiliza moderadamente e com formulações suaves (Low Poo), e mantém a hidratação dos fios com o condicionador e finalizador.
Acredita-se que, dessa forma, durante a lavagem dos cabelos não será demasiadamente removida a proteção lipídica natural do couro cabeludo e cabelos junto com as sujidades acumuladas no dia-a-dia.

Opinião 
A lógica é bem simples e até aí tem precedentes químicos, bioquímicos e fisiológicos. Os cabelos cacheados já são naturalmente ressecados e frágeis, então a remoção da barreira lipídica natural causaria mais dano ao invés de tratá-los, pois os outros produtos (condicionador, creme de tratamento e etc.) não conseguem repor com eficácia esse conteúdo lipídico natural. Sem muitos problemas nas raízes, pois é onde se preduz o sebo que, infezlimente, não consegue chegar até as pontas dos cabelos com muitas curvas.
Diferente de cabelos lisos, finos e grossos, em que o óleo produzido na raiz rapidamente está em toda a extensão da fibra capilar. Nestes cabelos o xampu não faria tanto mal, pois o condicionador consegue repor o sebo removido durante a lavagem.






Continuando a sequência do Low Poo / No Poo, vocês poderão ver abaixo o que Lorraine Massey diz sobre o que pode e o que não pode ser usado em cabelos que fazem este tipo de tratamento.
O importante desse assunto é levar os consumidores a lerem os rótulos dos produtos que compram e entender o que estão comprando. Por isso, abaixo listarei as substâncias segundo sua nomenclatura internacional de ingredientes cosméticos e em sua tradução para o português. Além disso, há uma convenção internacional de se listar a composição em ordem decrescente de concentração das matérias-primas que constam naquele produto cosmético. No Brasil, as empresas sérias e que respeitam seus consumidores mantém esse padrão na composição de seus produtos.

Em seu livro, a autora faz as seguintes considerações sobre os produtos capilares:

Xampu: evitar os que contenham Sodium Lauryl Sulfate (Lauril sulfato de sódio)Ammonium Laureth Sulfate (Lauil éter sulfato de amônio) e Sodium Laureth Sulfate (Lauril éter sulfato de sódio). 
Sugere o uso de produtos que contenham Disodium EDTA (EDTA dissódico), Citric Acid (ácido cítrico) ou extratos de plantas. Também é sugerido utilizar produtos que contenham Cocamidopropyl Betaine (Cocamidopropil betaína), Dodecyl Polyglucoside (Dodecilpoliglicosídeo). 
Não é necessário xampu com agentes condicionantes, pois tudo será compensado com o uso do condicionador.

Condicionadores: é aconselhado evitar o uso de condicionadores que contenham silicones, ou seja, substâncias que terminem em -coneOs cabelos necessitam de emolientes, umectantes, proteínas e hidratantes, por isso deve-se procurar por essas substâncias nos rótulos dos produtos.
  • Emolientes: Shea Butter (manteiga de karité), óleos vegetais, olive oil (óleo de oliva) e óleos de castanhas;
  • Umectantes: Panthenol (D-Pantenol ou Pró-vitamina B5), Glycerin (Glicerina) e Sorbitol (Sorbitol);
  • Hidratantes: Aloe vera (Aloe vera ou Babosa), Aminoacids (Aminoácidos, não cita nenhum especificamente).
  • Proteínas: Wheat (Trigo) e Soy (Soja). A autora não cita, mas encontrar o termo Protein já é um bom indício.
Gel fixador: Preferencialmente géis transparentes ou semi-transparentes, sem corantes. Deve conter PVP (Polyvinylpyrrolidone ou Polivinilpirrolidona), PVP/VA (Vinil Acrylate ou Acrilato de vinila).



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